

Estava há dias sentado numa esplanada quando vi chegar à mesma uma conhecida minha com o seu cão. De uma forma lenta, bastante lenta dir-se-ia, ela quase que “arrastava” o seu “velho cãozito”. Com amor e com muito carinho lá lhe dizia palavras de incentivo para que o cão se mexesse permitindo-lhe sentar-se e tomar um café. Cumprimentámo-nos e continuei a fazer o que estava a fazer: a ler.
Pouco tempo depois sentaram-se ao meu lado duas senhoras que numa conversa animada falavam das suas tarefas do quotidiano com uma certa elevação na voz. Tentei várias vezes recomeçar a minha leitura, mas o meu poder de concentração estava a diminuir.
Entretanto, nesta tentativa de ler e recomeçar a ler, a minha conhecida (dona do cão) levanta-se para ir embora, pega na trela e inicia a trajetória de volta. Uma vez mais, passo lento, muito lento e com uma enorme paciência ela esperava pelo seu animal de estimação. O animal está “cansado” e velhinho. E é neste cenário que oiço ao meu lado o seguinte comentário: “Devia ser proibido ficar velho! Mesmo para os animais.”
Todos nos deslocamos nessa direção… A velhice! Não há volta a dar. É a lei da vida. Tudo nasce, tudo morre. Agora, a diferença está na forma como vamos abraçar essa “reta final” da nossa vida.
Uma vez mais, o PILATES aparece aqui como um excelente antídoto para a nossa condição futura de “velhinhos”.
É sabido (dados estatísticos de julho de 2015) que Portugal apresenta, no conjunto dos 28 estados membros, o 5.º valor mais elevado do índice de envelhecimento; o 3.º valor mais baixo do índice de renovação da população em idade ativa; o 3.º maior aumento da idade mediana entre 2003 e 2013. E este cenário tenderá a agravar-se nos próximos anos.
Independentemente dos dados estatísticos e da inevitabilidade da nossa vida, estes são os problemas mais comuns que surgem na 3.ª idade e que se intensificam com o desenrolar dos anos:
- Perda da densidade óssea (osteoporose)
- Perda da massa muscular (sarcopenia)
- Diminuição da flexibilidade
- Perda da consciência/percepção corporal
- Diminuição da coordenação
- Diminuição na amplitude dos movimentos
- Diminuição das relações espaço/temporais
- Maior lentidão nas tarefas do quotidiano
- etc.
Será através do método PILATES que trabalharemos as várias capacidades dos alunos, perspetivando a melhoria da postura, da coordenação, do equilíbrio, da coordenação, da força, com o intuito de possibilitar a realização das suas atividades do quotidiano, tais como: andar, sentar, levantar, conduzir, pegar em objetos, realizar caminhadas, enfim, a possibilidade de usufruir de uma melhor qualidade de vida, sem estar dependentes de terceiros.
E será também com esta autonomia funcional que o “idoso” se alavanca a ele próprio com uma autoestima elevada e com um certo distanciamento das depressões, doença característica desta faixa etária.
Por isso mesmo, o método PILATES tornou-se cada vez mais popular nesta faixa etária, exatamente pelo seu potencial em beneficiar uma melhor qualidade de vida, proporcionando o restabelecimento de uma melhor vitalidade física, revigorando a mente e elevando o espírito.


Professor António Craveiro
Sobre o autor:
É um eterno apaixonado pela aprendizagem e pelo Pilates. Mestre em Ciências do Desporto (FADEUP) e com várias outras formações e pós-graduações nas áreas do ensino e do fitness, o Prof. António Craveiro pretende sempre refinar as suas competências e aumentar o seu conhecimento no autêntico Método Pilates.
pilatesantoniocraveiro.pt
Sobre o autor:
É um eterno apaixonado pela aprendizagem e pelo Pilates. Mestre em Ciências do Desporto (FADEUP) e com várias outras formações e pós-graduações nas áreas do ensino e do fitness, o Prof. António Craveiro pretende sempre refinar as suas competências e aumentar o seu conhecimento no autêntico Método Pilates.
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